terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A alguns simplesmente não nos está destinado. Por mais que se procure, por mais se invente e que reinvente, simplesmente, não se encontra! Talvez, porque não nos está destinado!
Até podemos ter um amor fatal, louco e arrebatador, com beijos escaldantes e noites loucas de paixão. Sentir e amar para além do limite. E, até podemos ser amados, desse mesmo modo, intenso, controverso onde não há obstáculos incontornáveis e nada nos faz renunciar a esse amor, que achamos ser o único, o verdadeiro. Daqueles com um final feliz!
Não falo disso, nada disso! Falo se um amor simples! Daqueles do dia a dia, da simplicidade das conversas e dos silêncios assertivos! Daqueles cansativos, com taregas domésticas, de atrasos de relógio e de crianças chorosas!
Sim, falo dos amores simples, daqueles que até podem não ser para sempre, mas não o são a prazo. Vivemos vidas a prazo, amores a prazo, ainda que com prazo incerto, mas prazo!
Temos medo da entrega, medo que a rotina estrague a paixão e leve o amor! A paixão, comum e avassaladora? Sim, o tempo leva-a e fechados no nosso mundo de dor e de medo, vivemos com medo de verdadeiramente Amar!
Ou, pior, talvez a alguns de nós, não nos esteja destinado. Aquele Amor, que não sendo só paixão, se sente na intimidade e na reciprocidade de uma olhar, que sem falar, se sente, que é para sempre!
Nesse momento, nesse olhar, nesse toque, não interessa o tempo do para sempre. Interessa que nesse momento, nessa reciprocidade, para além da rotina que leva a paixão, esse olhar sente que é para sempre!
E esse Amor, que é mais que paixão, simplesmente, a alguns de nós, não nos está destinado!
- Maria-

 
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© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto
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(imagem/internet)

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Não quero meias palavras
Meio sorriso ou meio abraço
Quero o teu sorriso inteiro
Aquele que trazes quando chegas
E que me roubas quando partes
Não quero meias palavras
Meio sorriso ou meio abraço
Quero o teu abraço inteiro
Aquele que me conforta quando chegas
E que me martiriza quando partes
-Maria-
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sábado, 3 de novembro de 2018


- Nunca lhe serei suficiente, não vale a pena! Por mais que faça, que me estique, que me encolha, que fale ou que me cale, nunca, mas nunca lhe chegarei! – Afirmou Ana agitando veemente as mão no ar.
- não te entendo! – exclamou Rita, porque dizes isso?
- Porque sei, andamos nisto há tempo demais e já sei como ele é! Sabes!? – disse mais em tom de exclamação que de pergunta – as pessoas nunca mudam, são o que são e não vale a pena! Lembras-te daquela saída com o amigo? Pois é deu origem a mais duas amigas novas no face!
Rita abanou a cabeça e nem disse nada! Tudo o que pudesse dizer seria errado! Não era a primeira vez que esta coincidência acontecia e era sempre sinal de engates da noite. Como Ana costumava dizer , estava-lhe no sangue e não conseguia resistir, mas no fundo só acontecia porque verdadeiramente, nunca, tinha estado apaixonada por ela. E, Ana, sabia, era apenas gostar e não amar. Se ele verdadeiramente a amasse não precisava de andar na noite a fazer amizades novas. Rita sabia que no mínimo as novas amizades iriam dar em conversas pela internet e desta vez, não iria descobrir nada, pois Miguel já se tinha habituado a apagar todas as conversas!
Sempre que isto acontecia, Ana pensava se tinha feito bem em perdoar o que lhe tinha encontrado no telefone ou se, em vez de andar a morrer aos bocados, deveria de ter morrido de vez!
Era esta sensação de não ser suficiente qua a fazia triste1
- Que aconteceu? Que cara é essa estás triste? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Miguel que entretanto chegou a guardar o telemóvel no bolso das calças.
- Nada, está tudo bem! – Disse Ana forçando um sorriso – Coisas de gajas! Nada de mais!
- Maria -

quinta-feira, 1 de novembro de 2018


Ele não vem hoje, vais ver! – disse Ana com um olhar de esperança no olhar que contrariava as palavras acabadas de pronunciar.
- Porque dizes isso? – perguntou Rita  enrugando o semblante!
- Se quisesse vir ter comigo não tinha ido sair até de madrugada! Logo vai estar muito cansado e vai dizer que não está em condições de fazer a viagem!– disse Ana encolhendo os ombros e abanando a cabeça fazendo com que uma mecha de cabelo lhe viesse parar ao rosto. Afastou o cabelo para trás da orelha e continuou, mais em tom de suplica que a responder à questão – não quer saber, o amigo das saídas noturnas está chateado com a  namorada e ele tem de aproveitar para sair até de madrugada e chegar bebido e a tresandar a tabaco, depois de se ter metido com meia cidade.
- Não digas isso amiga!
- É verdade, foi sempre assim e vai continuar a ser! Aqui a idiota é que tem a culpa! Ele nunca me enganou, nem nunca prometeu nada! apenas em regime de  time sharing, enquanto tem de estar em trabalho, em Lisboa!
- Não te desvalorizes! Por favor! – disse-lhe com as mão no ar em sua direção - Mas afinal queres que ele venda hoje ou não!
- Eu!- disse Ana, colocando dedo indicador da mão direita sobre o peito – Eu queria que ele se tivesse deitado cedo, que se tivesse levantado para ir fazer de filho perfeito para ao pé da mãe, mas sempre a pensar em vir ter comigo! Queria que tivesse saudades minhas! Que chegasse, me abraçasse e me dissesse que me ama! – sim era o que eu queria, mas não tenho! – disse por fim, baixando a voz e a cabeça para limpar a lágrima que teimava em cair do canto do olho.
- Sou uma idiota!
E, baixou novamente a cabeça por entre as mãos abertas e tensas.
- Não, não és, apaixonaste-te! – disse Rita em tom de conclusão!
- Pois não devia! Não tenho tempo nem tenho idade para estas merdas, disse por entre o soluço que não mais conseguia conter, na garganta seca!
Porque diabo a vida lhe era tão ingrata? A questão era sempre a mesma: o que tinha de errado? Perguntava-se, constantemente e vezes de mais, o que tinha de errado! Porque parecia que nada dava certo, que tudo na vida lhe era retirado, antes mesmo de o ter.
- Não tens nada de errado! – disse-lhe Rita, quase adivinhando o que lhe ia na cabeça – ele é que é parvo que não sabe dar valor ao que tem!
- Não, não é! Eu é que sou completamente idiota que o deixei entrar na minha vida e não devia! Devia de ter mantido a distancia como ele faz! Ser só um time sharing!
- E, tu grande como és lá conseguirias ser assim!!!
- Então não o devia de ter deixado entrar na minha vida.
A voz rouca e embragada suou em tom de desabafo. Mas a maior tontice, o que a fazia sentir mais desiludida, é que tinha acreditado. Pela primeira vez tinha sentido dentro de si que o olhar de paixão, as palavras sussurradas no momento da loucura, eram verdadeiras. E, afinal não era nada, era apenas ilusão. E, apenas a ilusão era perfeita!
- Maria -

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Grita!

Grita, desalmadamente
Como se o mundo se tivesse desmoronado
Grita desalmadamente, de voz rouca
Porque o mundo, desmoronou!
Deixa o silencio invadir-te
Deixa a calma chegar
E chora no silêncio
Chora, no silencio dos crentes!
E agora?
Vais culpar o mundo?
Ou vais culpar a tua ignorância?
A mania estúpida de ser crente
No que era tão evidente que era falso!
Culpa tua
Culpa Ignorante
Crendice inconsciente
Analfabeta irresponsável
Que acreditas-te que era algo mais que paixão
Que era aquela coisa rara a que se chama de Amor!
-Maria-
 
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domingo, 14 de outubro de 2018

Tenho de me encontrar. Eu sei. Mas já não sei onde procurar. Procurei desalmada e desesperadamente em todos os cantos que conhecia. Procurei na alma vazia e desarrumada, no coração ferido e dorido. Até procurei no corpo inerte e no abraço ausente. Mas não encontrei nada!
Então sai para a rua e desci pelo passeio. A rua estava deserta, deserta de mim, dos meus passos incertos. Caminhei, sem rumo e sem sentido. Já não me procurava. Carregava a alma vazia e o coração dorido dentro daquele corpo inerte, que o vidro na montra reflectiu e não reconheci!
A quem pertenceria aquele olhar errante, aquele corpo indolente. Aqueles olhos frios e sem brilho que me olhavam e não me viam!
Que solidão senti quando me reconheci!
- Maria-
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sábado, 13 de outubro de 2018

Também eu, me habituarei à tua ausência!
Como uma árvore sem folhas
Viverei sem Ti Também eu, saberei dormir na cama vazia!
Como uma folha perdida
Dormirei sem Ti
Também eu, me habituarei ao teu silencio!
Como o deserto sem areia
Falarei sem Ti
Também eu, saberei ignorar a voz do coração!
Como um surdo mudo
Viverei sem Ti

- Maria-

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  TEMPO (.) Sai desalvorada na rua Já ia atrasada E meia descabelada Na pressa de chegar depressa Passei o sinal vermelho Buzine...